terça-feira, 30 de Setembro de 2008

Este fim-de-semana

2º Pro-Fitness weekend



Balanço: quando o assunto é sério os formandos são poucos, mas de uma qualidade extraordinária. Eu e a minha loira lá levamos a nossa mensagem e demos provas do funcionamento prático da Escala de Borg.

Foi um grande salto!

sábado, 27 de Setembro de 2008

Atente no texto e deixe lá a fotografia.


Esta escrevi para a newsletter lá do meu Health Club. Até ficou muito bem (presunção e água benta...)!

ACTIVIDADE FÍSICA E SAÚDE – O MEU professor!


Nas actividades de fitness é muito frequente o desenvolvimento muito saudável de uma forte ligação afectiva entre o professor que orienta a actividade e o seu grupo de praticantes. A expressão o meu professor é muito aplicada pelos praticantes de forma a evidenciar essa empatia, para além de ter subjacente a opinião de que o meu professor é o melhor!
Também nada mais orgulha um professor de fitness que o seu clube de fãs. São os meus alunos e gostam muito das minhas aulas!
Esta relação de implícita fidelidade é, contudo e por vezes, levada ao exagero, encerrando um aspecto pernicioso que é necessário salientar e que é o de um praticante se recusar a fazer uma aula com outro professor se o seu professor falta. Ainda que tal decisão seja absolutamente compreensível, porque cada professor tem o seu estilo particular de trabalhar, não podemos esquecer que a ausência de uma aula significa perda de estimulação muscular e cardiorrespiratória, com o consequente abaixamento do nível de forma até então adquirido, abaixamento esse que será tanto maior quanto maior for o número de aulas não realizadas.
Em síntese, o importante é perceber que o que vale mais é o exercício. Não custa um ou dois dias de “sacrifício” fazendo aula com um professor de cujo estilo de aula se gosta um pouco menos, até o nosso professor voltar, particularmente se pensarmos que é para manter o nível de forma.
Fique o registo: contrariamente à relação de amor conjugal, no ginásio é possível ser um bocadinho infiel, em prol da boa forma física!
(...)

Só lhe resta fazer muitas e boas aulas.

Magalhães

Parece que o Magalhães é um perigo. Com a ligação à internet, ao procurar uma inocência até pode sair um site pornográfico!
Estou revoltada! Tadinha da minha XX... ai a minha inocente!


A minha XX noutro dia perguntou-me:
- Ó mãe, o que é sexo tântrico?
- Filha, sexo tântrico é sexo onde as pessoas procuram ter muito, muito, muito prazer. O máximo que conseguirem. Onde ouviste falar nisso?
- Foi nos morangos com açucar.

Tadinha da minha XX. Ai a minha inocente! Então ninguém se revoltou contra os morangos?

Anda tudo maluco. Se alguém tiver dificuldades em falar de sexo a uma criança, pergunte-me. Eu ajudo. Mas aviso já que só digo a verdade. Mesmo se for pornográfica!
E fundamental, uso linguagem adaptada à idade.

sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

Perdi o meu tango!


O meu bailarino tá doentinho. Lá se foi o nosso tango!

A tabuada, que não há meio de entrar... CORRIGIDO!

Esta, a XX nunca mais esqueceu:

9x1=9, lá fora já não chove
9x2=18, já não há biscoito
9x3=27, dei um tiro num valete
9x4=36, que era filho de reis
9x5=45, ai que medo que eu sinto
9x6=54, vou esconder-me como um rato
9x7=63, para ver se não me vez
9x8=72, podes matar-me depois
9x9=81, sete macacos e tu és um
9x1=90, fujo com mais cinquenta

Ainda sabia a tabuada, mas tive que ir copiar o poema. Não faz mal. A XX sabe os dois! Foi sempre essa a ideia...

Bolonhesa II


Eu não sei bem como, mas que eles vão ter que aprender, ai isso vão!
Saiam-me da frente!

Bolonhesa

Isto não há-de ser nada
Só um ano que nunca mais acaba
Não se entenda desanimada
Tenha a paciência chegada
Bolonha é uma jornada
Com ela vem uma cambada
As matérias vão à mólhada
A paciência mirrada
e eu muito desgraçada
vou entrar na palhaçada
vou dar aulas sentada,
no morro, rua ou calçada
a matéria, desirmanada
fingir-me doente ou aparvalhada
louca, alucinada
nem seca, nem pouco molhada
completamente atada
mas nunca, jamais suada
que ensinar, só no fim da jornada
fora da temporada
a jovem profissionalizada
sozinha, angustiada
ignorante, desesperada
buscando a minha entrada
a palavra antes não dada
por Bolonha, lhe foi recusada

quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

Prometido é devido! - O que é e para que serve a Escala de Percepção Subjectiva de esforço de Borg

Nota de entrada: este post não teria sido editado sem a preciosa ajuda de um viciado!

Controlo da intensidade da aula de hidroginástica através da Escala de Borg
Susana Soares e Inês Gonçalves


1. Introdução

O controlo da intensidade é um dos aspectos críticos das aulas de fitness. Dada a especificidade do meio aquático, não rara é a realização de aulas em que o professor realiza exercícios muito intensos no bordo e os alunos arrefecem na água. Nestes casos, o que o professor não sabe é a intensidade de cada movimento que realiza, pelo que a produção de uma aula com dinâmicas de carga diversas torna-se impossível. A utilização de métodos como, por exemplo, o piramidal, fica, também, seriamente comprometida.
Existem várias formas simples de controlar minimamente a intensidade da aula, como a mensuração da frequência cardíaca no pulso ou na carótica e a observação da frequência respiratória e do rubor facial. Contudo, a frequência cardíaca é pouco apelativa, na medida em que o seu controlo obriga a uma paragem no exercício e a uma indesejada quebra de intensidade em momentos chave da aula. A observação da frequência ventilatória, por seu lado, dá uma ideia geral sobre a intensidade, mas não a baliza em patamares definidos, e o rubor facial pode ser grande apenas pelo facto da água estar quente.
Uma solução que tem vindo a ser apresentada mais recentemente á a do uso da Escala de Borg, uma escala criada em finais da década de 50 e , desde então, amplamente usada em domínio científico, mas de transposição relativamente fácil para a realidade das aulas de fitness aquático, particularmente de hidroginástica.

2. Escala de Borg – o que é e para que serve

A individualização da prescrição do exercício pode ser realizada com o auxílio da escala subjectiva de esforço de Borg (EPSE). Em primeiro lugar, com o objectivo definir as zonas alvo de trabalho e, em segundo lugar com o objectivo de regular ou manter a intensidade estabelecida para uma dada sessão de exercícios. A percepção subjectiva de esforço é uma das variáveis psico-fisiológicas mais avaliadas nas actividades aquáticas, especialmente em hidroginástica.
Quando Borg, em 1940, inicia o seu estudo na psicologia, lança a ideia de utilizar o sistema sensitivo do Homem como instrumento para a mensuração dos sintomas somáticos, algo até aí inexistente, assim como as teorias, métodos e aplicações da classificação progressiva que então criou. O conceito de esforço percebido foi apenas introduzido na década de 50, surgindo, pela primeira vez, nos estudos piloto realizados por Borg e Dahlstrom em 1958. Desde então a EPSE tem sido aplicada a diferentes populações e tipos de exercícios. Inicialmente as EPSE foram criadas com o objectivo de estabelecer relações entre a percepção subjectiva de esforço e os dados objectivos da carga externa, ou de stress fisiológico, considerando-se que esta percepção resulta da integração de sinais aferentes (periféricos e centrais) provenientes dos músculos esqueléticos e do sistema cardiorrespiratório. A percepção de esforço físico é definida como a intensidade de esforço e ou desconforto sentido durante o exercício por cada sujeito. Para Borg, o criador da escala o conceito de esforço percebido refere-se ao trabalho muscular que envolve uma tensão relativamente grande sobre os sistemas músculo-esquelético, cardiovascular e respiratório estando, assim, intimamente associado ao conceito de intensidade do exercício. Este autor sublinha ainda que a percepção do esforço está dependente de vários factores, em interacção, como sintomas somáticos, emocionais, indícios sensoriais, avaliações de comportamento, etc. A primeira EPSE criada, foi uma escala de classificação constituída por 7 índices ligados a expressões verbais simples (1- muito muito leve até 7 - muito muito intenso). Nos estudos de validação da escala foram encontradas fortes correlações entre os referidos índices e os valores da FC. Todavia, os investigadores entenderam que o número de índices era muito reduzido para a classificação da intensidade pelo que propuseram uma escala com 21 índices, utilizada durante vários anos na década de 60. Apesar de possuir um maior número de índices, esta escala, não possuía uma relação linear com os índices e a intensidade do exercício. Atendendo a este facto, Borg criou uma nova escala (Figura 1) relacionada com a intensidade do trabalho e com os valores da FC.

6
7 Muito, Muito leve
8
9 Muito leve
10
11 Razoavelmente leve
12
13 Um pouco intenso
14
15 Intenso
16
17 Muito intenso
18
19 Muito, Muito intenso
20

Figura 1. EPSE escalonada de 6 a 20, proposta por Borg na Suécia em 1966.


Multiplicando os valores de cada índice por uma constante 10, obteremos valores aproximados da FC para um determinado esforço, ou seja os valores da escalda de 6 a 20 “correspondem” à variação da FC de 60 a 200 bpm. O número 6 foi escolhido como o ponto de partida por ser considerado o valor mais baixo da FC em adultos. Apesar de terem sido encontradas correlações elevadas entre os índices da escala e a FC, a sua relação é pouco clara, atendendo à diversidade de factores que condicionam a FC, como a idade, o tipo de exercício, a temperatura, a ingestão medicamentosa e a ansiedade. De facto, sabe-se que a FC, enquanto indicador da intensidade de esforço, parece estar limitada pela sua sensibilidade aos factores anteriormente descritos, assim como a EPSE, uma vez que construção desta escala tem como referência a FC. Apesar das limitações apontadas à FC, estes continuam a ser os indicadores de intensidade do esforço mais facilmente aplicados, tal vez por isso a sua utilização continue a ser muito frequente em estudos na área da hidroginástica. Além da FC, tem sido investigada a relação da EPSE de Borg com outros indicadores fisiológicos, como por exemplo a La, tendo sido observada forte correlação entre ambas. Vários estudos têm demonstrado esta forte relação entre a EPSE e a resposta láctica ao exercício, não parecendo esta relação ser afectada pelo género, nível de treino, tipo de exercício, especificidade do treino ou intensidade. À semelhança da FC e da La, foi também evidenciada, ainda que de forma indirecta, uma boa relação de correspondência entre o VO2 e a EPSE.
No sentido de melhorar a precisão das expressões verbais da escala, em meados da década de 80, Borg introduz algumas alterações à escala anteriormente apresentada (Figura 2). Foi introduzido no índice 6 a designação “sem nenhum esforço”, foi substituído o termo “muito muito intenso” por “extremamente intenso” e o termo “razoavelmente leve” pelo “leve”. Ao índice 20 foi atribuída a expressão verbal de “máximo esforço”. Este último patamar refere-se a um género de “máximo absoluto”, uma intensidade que a maioria das pessoas jamais terá atingido. No fundo, este índice constitui um patamar hipotético. Deste modo, de acordo com a definição e instruções fornecidas, o 19 deve ser o índice mais elevado que o indivíduo experimenta.

6 Sem nenhum esforço
7 Extremamente leve
8
9 Muito leve
10
11 Leve
12
13 Um pouco intenso
14
15 Intenso (pesado)
16
17 Muito intenso
18
19 Extremamente intenso
20 Máximo esforço

Figura 2. Escala de Percepção Subjectiva de Esforço de Borg, com 15 índices de esforço percebido.

A EPSE de Borg de 6 a 20 foi desenhada para indivíduos do sexo masculino e de meia-idade, pelo que se elaborou, posteriormente, uma escala mais apropriada para as crianças. Esta escala, que pode ser observada na Figura 3, foi denominada Escala de Percepção Subjectiva de Esforço para Crianças.

1 Muito, muito fácil
2 Muito fácil
3 Fácil
4 Algum esforço
5 Inicio do Forte
6 Um pouco mais Forte
7 Forte
8 Muito Forte
9 Muito, muito forte
10 Tão forte que vou parar

Figura 3. Escala de Percepção Subjectiva de Esforço para Crianças


Para além das referidas escalas, Borg, elaborou ainda a designada Escala de Categoria-Relação (Figura 4), constituída por 10 índices.

0 Absolutamente nada “Nehuma intensidade”
0,5 Extremamente fraca Apenas perceptível
1 Muito fraca
2 Fraca Leve
3 Modera
4
5 Forte Pesada
6
7 Muito forte
8
9
10 Extremamente forte “mais intensa”
• Máximo A mais alta possível

Figura 4. Escala de Categoria-Relação, com 10 índices.

A EPSE de 6 a 20 é a mais utilizada e a mais conhecida de todas. Independentemente da escala seleccionada, importa sublinhar a sensibilidade deste método de avaliação, uma vez que os avaliados, por várias razões (como, por exemplo, alterações emocionais) poderão fornecer informações inválidas. Para evitar interferências externas que coloquem em causa a fiabilidade do método, é fundamental respeitar as regras estabelecidas para a sua aplicação. Em primeiro lugar, o avaliado deverá ser informado sobre o porquê da sua aplicação, quando e como decorrerá. As informações dadas sobre o funcionamento da escala devem ser simples, claras e de fácil interpretação. Podem ser utilizados dois protocolos para a EPSE, o protocolo de resposta e o protocolo de reprodução. No primeiro o investigador coloca o sujeito perante vários exercícios e pede para que este atribuía um índice da escala ao esforço percebido. No segundo protocolo o investigador propõe um dado índice da escala e o sujeito ajusta o exercício para atingir a intensidade proposta.

in: Gonçalves, I. (2008). Esforço máximo e supramáximo na hidroginástica. Caracterização e avaliação do risco de acidente cardiovascular. Dissertação de licenciatura. FADEUP-Porto.

quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Empreendedorismo - Graduate Program na U.Porto




Acaba de ser publicada a página de apresentação do Graduate Program da Junior Achievement na U.Porto no seguinte endereço:


Está tudo pronto para arrancar sob a forma de projectos extracurriculares envolvendo alunos de toda a U.Porto.

Sugiro a todos os interessados que consultem o programa no link acima. Aos estudantes, sugiro que se inscrevam!

Seguindo e aprendendo a nadar

Este percurso de aprendiz vai lento, mas assim se quer a adaptação ao meio aquático. Lenta (mas não empatada!), segura, sem precipitações, sem nada ficar por saber fazer.
Se bem me lembro deixei-te algures a flutuar. Tecnicamente, dizemos que já te equilibras na posição horizontal, em decúbito ventral e dorsal. Agora, há que começar a deslizar. Não te preocupes. Parafraseando alguém que me é muito querido "parece difícil, mas não é fácil".

Para deslizar tens de colocar os teus dois pés na parede e esticar o corpo para a frente, na totalidade. Não podes esquecer-te de esticar nada. Nas primeiras vezes faz tentativas de parede a parede, por exemplo, usando uma das quinas da piscina. Depois, parte da parede testa e desliza ao longo da pista. Tenta deslizar o mais possível. Nos primeiros deslizes vou permitir que te mantenhas à superfície. Contudo, com o passar do tempo e à medida que fores ficando mais competente, vou exigir que deslizes sempre com o corpo totalmente imerso (debaixo de água).
Porquê?
Porque o arrasto à superfície é maior do que em imersão. Quando te moves na interface entre o ar e a água, parte da tua energia, que devia servir exclusivamente para te propulsionares, é transmitida às massas de água, animando-as de movimento. Reconheces este fenómeno de transferência de energia química em energia cinética observando as ondas que se formam à volta do corpo do nadador e se afastam dele, em direcção aos bordos da piscina.

São ondas similares às que se formam quando atiras uma pedrinha para dentro de um charco de águas paradas. A formação de ondas à volta do corpo do nadador é um dos fenómenos hidrodinâmicos interessantes, conhecido por arrasto de onda. Mas, o arrasto de onda não é a única forma de arrasto que sofres à superfície da água. Existe também o arrasto de fricção. Junto ao teu corpo, existe uma fina película de água que se move a uma menor velocidade que as outras camadas adjacentes, mais afastadas de ti. Chama-se a esta película a camada limite. A água move-se mais lentamente, frenando o teu deslocamento para a frente, porque as gotas de água vão ficando "presas" ao teu corpo. Este fenómeno de fricção é tanto maior quanto mais perto estiveres da superfície. Percebes porquê? Porque quanto mais fundo estás mais as particulas têm dificuldade em se "colar" a ti, porque as adjacentes puxam-nas com força. À superficie as camadas adjacentes são muito menos espessas! Outro tipo de arrasto que sofres à superfície e do qual não deves gostar nada é o arrasto de pressão. Quando nadas, a parte da frente do teu corpo (cabeça, ombros...) vai "contra" a água. Há particulas de água que têm de diminuir a sua velocidade de deslocamento e outras que páram mesmo de se movimentar. Quando conseguem "fugir" do ponto que as fez desacelerar ou onde ficaram estagnadas, tentam recuperar o tempo perdido e aceleram rapidamente na direcção dos pés, criando, atrás de ti, uma massa de água em turbilhão que se designa por esteira. Podes observar este fenómeno muito bem nos barcos a motor, ou na figura com a bola que te mostro.

Ora, um cientista chamado Bernoulli, descobriu, em tempos idos, que há uma relação inversa entre a velocidade de um fluído e a sua pressão (Teorema de Bernoulli). Assim, se na parte anterior do teu corpo a velocidade das partículas de água é menor, então, a pressão é maior, e o inverso acontece no lado oposto do teu corpo. Deves saber também, que quando há um gradiente inverso de pressões, tende a formar-se uma força orientada no sentido das altas para as baixas pressões, o que é um grande sarilho, porque, se bem entendeste, forma-se uma força que te puxa na direcção dos pés, ou seja, no sentido contrário ao teu deslocamento. Chama-se a esta força arrasto de pressão e sou capaz de apostar que já percebeste porque é que não podes elevar muito a cabeça quando nadas. Pois é. É que, elevando a cabeça, as pernas vão para o fundo e crias muitos mais pontos de estagnação das partículas de água, a pressão aumenta muito e o arrasto de onda não te deixa deslocar para a frente. No deslize, se te deslocares direitinho, bem imerso, minimizas os pontos de estagnação e deslocas-te bem mais depressa.
Vês, agora já sabes porque é que nadas mais depressa debaixo de água do que à superfície.
Mas ainda não acabou.
Com base em tudo o que te contei sobre as várias formas de arrasto hidrodinâmico, para conseguires um bom deslize deves colocar-te em posição hidrodinâmica.
O que é a posição hidrodinâmica?

É a posição corporal que te vai permitir deslizar sofrendo da água a menor resistência possível. Para contrariares a força de arrasto deves elevar os braços, juntar as mãos sobrepondo-as uma sobre a outra, abertas e com os dedos unidos, e apertar os braços assim estendidos contra as orelhas. Os teus ombros devem elevar-se um pouco para fazerem desaparecer os buracos que ficam entre eles e a cabeça. A cabeça deve estar alinhada com o tronco, nem com o queixo puxado para a frente, nem inclinada para trás olhando o tecto. Todo o teu corpo deve estar estendido e tenso. Todos os músculos contraem, especialmente os das pernas, e os pés devem ter as pontas bem esticadas.
A posição hidrodinâmica é muito importante. Não podes deixar de a aprender, porque te vai servir para aprenderes a nadar melhor as técnicas, principalmente as de crol e de costas, e terás de a adoptar em todos os deslizes que realizares após partida e viragens.
Voltando ao deslize, tens de aprender a fazê-lo quer de "barriga para baixo", quer "para cima", uma vez que, logo a seguir, te vamos pedir para fazeres uns "parafusos" (rotação no eixo longitudinal). Os "parafusos" não são fáceis. Vais perceber que já vais precisar de bater um bocadinho as pernas para os fazeres. Deves começar os "parafusos" sempre a partir de deslize, quer ventral, quer dorsal. Esta habilidade parece pateta, mas não é. Rodar sobre o eixo frontal é muito importante para a técnica de crol (quando rodas para respirar) e também para as viragens, principalmente a de costas, em que tens que passar da posição ventral para a dorsal antes de dares uma "cambalhota para a frente" (rotação no eixo frontal).
Gostaste?
Sabes o que vais aprender a seguir?
Gostas de "cambalhotas"?

terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Ternamente feliz

Saio para a rua. Um sono de tropeçar nas quinas da calçada Portuguesa. O sol não está.
Não faz mal. Não faz mesmo mal.
A cafeína vai começar a actuar e o sol já eu vi há uns dias. E não o tenho esquecido. Anda registado na memória e aquece cada momento do meu dia feliz.
Chego a casa de sorriso e um sorriso me recebe.
As tristezas passadas estão entristecidas por mau viver, foram violentamente pisadas, enterradas e cimentadas. Foram cobertas pelo desejo da vida, num acumular de raios de sol.
O tempo já não é o que era, é um facto. O meu Outono tornou-se uma terna primavera, anciosa por um novo verão.

segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

Costas largas II



Pronto. São larguitas. Um bocadinho... de nada, mas um tanto... ou talvez quanto. Assim as vejo, ainda não sei...

terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Fim de doutoramento. Uma amiga que se diz maluca.


Na recta final escrevemos melhor do que nunca… e duvidamos de nós mais do que nunca.

segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Costas largas


Não percebo porque é que as pessoas dizem que eu tenho as costas largas e como descobrem sempre que venho da natação. Não percebo...

Tango Argentino



Vou voltar, vou voltar!
Já pus de lado os sapatinhos da dança. Limpei-os do bolor.
Agora, quero saber quem é que me vai voltar a parar!

Continuar

Saí para um novo sonho
Sonhado sobre um anterior

Sonho sobre sonho
Sem sono
Sem acordar

Sonho de continuar a sonhar
Sobre cada coisa, sobre todas as coisas
Sonho de não mais parar

Aprender a empreender

Se não é gestor, economista ou afim e se é minimamente distraídoe desinformado, pasme como eu: é possível aprender a empreender, ou seja, a montar um negócio. E a verdade é que se pode ensinar isto aos jovens. E até tem muita piada. E fui a Lisboa aprender isto (mas fiquei zangada porque não fomos passear).
E a UP já apanhou a onda. Parece que vou surfar um pouco!

Nutrição

Uma coisa que sempre me intrigou foi o facto dos nutricionistas mandarem fazer sopa sem batata em dietas hipocalóricas. É que a batata cozida tem muito poucas calorias e dividida por umas quantas tijelas (ou pratos, para os mais finos) vem a dar quase nada. Já farta da minha intriga, decidi lançar a pergunta à nutricionista do meu Health Club (ver na coluna do lado), que não tardou a responder. É a argumentação dela que hoje partilho:
"Relativamente à sopa sem batata, 100 g de batatas têm cerca de 87,5 Kcal e este peso equivale a uma batata de tamanho médio (e por norma, as pessoas tem tendência a adicionar mais do que uma para engrossar a sopa). Por vezes fazemos este tipo de restrição porque consegue-se uma sopa menos calórica (utilizando só os legumes) e o paciente consome a mesma quantidade de comida com menos calorias . Assim o que cortamos nesta refeição (em termos calóricos), pode ser adicionado numa refeição intermédia (por exemplo meio pão tem cerca de 70Kcal). Mas nem sempre se faz este tipo de recomendação, depende de cada pessoa (cada caso é um caso)."

Só um pormenor: não se assutem com as calorias do pão, porque as bolachas são um desastre, incluindo integrais, água e sal e tudo!
E já agora, sabiam que um bolo de arroz tem mais calorias do que uma nata, certo? Ainda bem, porque eu gosto mais das natas... com canela!

quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

Formação para professores de hidroginástica

Depois das férias, o expresso prepara-se para arrancar. As novas formações estão aí à porta e eu estou muito entusiasmada. Aqui vai para quem interessar.

S. João da Madeira, Setembro - 2º Pro-fitness Weekend




St. Tirso, Outubro - II Convenção de Desporto na Saúde



Water, water, water!

Férias 8. As terras e as visitas culturais

O início do Algarve, logo ali baixo do sudoeste Alentejano, passando Odeceixe, que de bom só tem os nativos mais nativos e a praia das Adegas, que o resto é para turistas que vêm os Morangos com Açucar, como a minha XX... Dizia eu, a costa Algarvia, infinitamente fantástica. Um tesouro natural ao qual se acresce um comedimento populacional no que toca a Tugas.
Em Aljezur caminha-se por ruas estreitas, encontra-se um moleiro mais ou menos à antiga, que a mó já é elétrica, sobe-se ao castelo, ou ao que resta dele, e fazem-se compras no mercado, que o peixe é caro, é um facto, mas deliciosamente fresco.
Ali relativamente perto, Monchique, a minha preferida! Um casario entre montes, um escultor (Tello), os D. Rodrigos e um café na praça, enquanto as crianças brincam. Respira-se paz e não há muitos turistas. Vagueia-se pelas ruas que sobem e descem sem pedir licença e sorri-se perante pequenas lojas, já algo exóticas, de comércio tradicional. Podia lá voltar cem vezes...
Lagos é uma confusão, com café a 1 euro no centro. As praias, ainda que belas, estão lotadas. Dá licença aqui, dá licença ali... peço desculpa, cuidado! A terrível linha do Sul, por onde parecem querer escoar-se os Tugas, qui ça em fuga da lotada capital, qui ça em busca do bochorno africano.
Setubal, um perigo. A noite pulsa violentamente no centro, deixando-nos o espirito lânguido, entre um querer ir e ficar. Os olhares são esquivos e sombrios nas Ruas para além da Avenida Tody. Cheira a engodo e a crime. E o choco frito, para fechar a engorda das férias...
A capital, uma urbe, sempre agitada, louca, mas sempre bela, pulsando cultura a cada curva da marginal. E o oceanário, sempre lá, que as crianças não esquecem os tubarões, nem o peixe lua, nem a loja dos recuerdos, nem o gelado de pintarolas!
Eu gosto de ir para fora, é certo, mas sinto-me bem cá dentro!

terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Diálogos em família

Ele - Ei, XY, estamos quase no Natal!
XY - Poiszé, eia!
Tia - E vamos usar o manto da invisibilidade do Harry Potter para o Pai Natal não nos ver!
Eu - Está tudo doido! Ainda mal acabamos as férias...
XX - Ó tia, tu tens que ter cuidado com o que bébes porque todos os anos ficas mal-disposta e depois tens de ir à casa de banho e não vês o Pai Natal.
XY - Poiszé, tia, tu não podes beber caipirinha nem sangaria!

Quase todos - sangaria?! :D

Férias 7. As crianças

Eu - Vocês dois querem parar com isso. XY a mana é que estava ver televisão, agora não se muda de canal.
XY - Mas eu quero, por ixo...
XX - Calem-se, não ouço nada!
Ele - Desliga-se já a televisão!

Eu - Pára XY, ou levas uma palmada.
XX - Pronto maninho, a mãe é má!

XX - Ó mãeeeee, dá-me um copo de água.
XY - Ó mãeeeee, não conxigo domire.
ELE - Digam à mãe que querem pipocas.

Vá, isto agora à distância tem um piadão!

Aprender a nadar

Xiiii... já lá vai tanto tempo!
Pensar que vos deixei na posição de medusa!

Ora vamos lá, outra vez.
Está na hora de começar a ganhar alguma autonomia, mais não seja de pé. Se a piscina for profunda, toca a começar a tirar as mãos do bordo e a mexer braços e pernas para não imergir. Difícil. Um pouquinho. Requer coragem, mas vai!
Agora, já que estás de pé, aprende a deitar-te na água. Deita-te, quer ventralmente, quer dorsalmente. Só quero que te deites e que voltes a ficar de pé. Já consegues? Então, agora, deita-te e flutua. Faz a estrela (afasta braços e pernas), com a cara na água, que se a levantas os pés vão para o fundo. Na posição dorsal é mais difícil. É vertiginoso, dá um friozinho na barriga, mas eu ajudo. Confia em mim.
Já sabes "boiar". Parabéns.

Já te deitas na água. Demorou, mas chegamos bem, sem precipitações e com a face bem adaptada à água. É assim que eu gosto, é assim que eu quero.
Amanhã, por te teres portado tão bem, vais começar a deslizar. O que é isso? Espera e logo verás.

Outra vez!

Estas coisas não páram de me acontecer!
Ora entrem no google.
Já está?

Escrevam mundo.
Agora escolham imagens.
Vão à segunda página.
Encontraram?



Eu só queria um mundo, não havia necessidade de dois!

Caminho

Abri uma janela no sol e espreitei o mundo de cima. Parecia-me belo, sereno. Deixei o meu quarto de calor e saltei, corajosa. Andei tempos perdida, por entre sítios belos e feios. Rondei por quantos caminhos havia. Quis voltar ao meu sol, onde vivi tão aconchegada, mas quando encontrei a fórmula para voltar, fiquei. E deixei de estar perdida, tomando o rumo da minha vida.

Desculpem lá, mas...


Aquilo que mais me continua a irritar nos blogs é não ver a cara das pessoas. Algumas nem sequer dizem a idade, nem o que fazem. E o nome? Já me estou a imaginar uma personagem de um conto da Patricia Highsmith. Qualquer dia falo com um anão que me aparece aqui em casa e que mais ninguém vê.
Ora, que coisa...

segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Férias 6. Os Tugas

Os Tugas estão gordos, muito gordos.
Há Tugas magros com filhos muito gordos.
Há Tugas presunçosos. Muitos...
Há Tugas mal educados.
Há Tugas básicos... e boçais.
Há Tugas que não são ecológicos e enchem o chão da praia e dos espaços verdes de beatas.
Há Tugas deliciosos. Nativos à procura de duas palavras com o turista. Idiomas cantados, por vezes indecifráveis. Sabedoria popular...
Há Tugas simpáticos e cordiais.
Há Tugas divertidos.

Nós os Tugas!

Férias 5. Saudades do meu eu chamado Blog


- Não é possível!
- É possível, é.
- A sério que tiveste saudades do teu Blog?
- A sério, tive mesmo.
- Porquê?
- ... porque sim.