quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Em preparação...

A pedido do Sr. Nando, está em processo de maturação um novo post sobre técnicas de viragem na natação. Será incluída informação detalhada e actualizada sobre o assunto, bem como imagens passíveis de ferir a susceptibilidade dos mais inaptos. Refere-se, por antecipação, que os humanos não são dotados de guelras.

terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Gargalhadas...


A professora: entra rápido para a parede, vira aberto, sai rápido, desliza e reinicia o nado.
O estudante: professora? Respira-se fora de água?


ihihih!

quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

E a saga continua...


1º contacto: a estudante

Olá Professora,

Na quarta-feira passada, não pude comparecer na aula de actividades aquáticas não competitivas. Peço desculpa pela falta e gostaria de a poder compensar participando noutra aula ou de outra maneira. Será possivel?

Obrigada pela sua a disponibilidade,

2º contacto: a minha resposta

Apareça hoje e logo se vê. Se estiverem muitos para a aula (mais de 35), não pode. Se não, pode.

Cumps

3º contacto: a contra-resposta da estudante

Só haverá possibilidade de compensar hoje? É que a sexta feira é o único diaa que não tenho aulas e assumi outros compromissos vinculativos. Estou disponivel para qualquer outro dia. Fazer mais uma aula, uma outra tarefa... haverá possibilidade?

Obrigada pela atenção que dispensou ,
Cumps

Moral da história: apeteceu-me responder que tinha muita roupa para lavar lá em casa e que essa seria uma boa tarefa de compensação da aula, que poderia realizar em qualquer altura, mas lá me muni de todo o decoro que a profissão me exige...

4º contacto: eu a passar-me

XXXXXX: não tenho paciência para parvoíces. O seu compromisso é ser estudante universitária e comparecer às aulas que fazem parte do seu ano de estudos.

Tenha uma boa tarde,

Hoje, no bar, recebi um pedido de desculpas de uma estudante corada até às orelhas, que caiu em si. E fiquei muito feliz. Afinal não se ensina só na sala de aula, certoSS?

Lamento


Ris-te Criança
Mas o teu sorriso não é sadio
Ris-te de ti
Do teu amigo
Mas não sabes rir-te comigo


Assustas-me Criança
Com o teu sorriso vendido
A tua alma cega
O teu corpo corrompido

Matas-me Criança
Aquela que eu ainda sou
Na esperança de que ainda sejas

Tu Criança, que já não és

Devo ser eu que estou a ficar maluca

Hoje recebi o seguinte e.mail de um dos meus estudantes...


Olá professora,

Sou o XXXXXXXX, seu aluno de nataçao do primeiro ano na turma F. Precisava saber se o meu número de faltas me permite faltar à aula de amanha , quinta feira dia 20, porque tenho uma formaçao para um trabalho durante as férias de natal ,as 15 horas, o que coincide c a hora das aulas. Se der para ter esta resposta ainda hoje era ótimo. Obviamente para mim é mais importante terminar a cadeira mas se for possível faltar a essa aula ou compensa-la com outra em outra turma ...Obrigado pela atençao

Onde é que eu falhei...?

terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Noite

É no silêncio da noite que te penso
Que te gosto e me desgosto
Que te desentendo sem me entender


É no silêncio da noite que te abandono
Que te sonho e me sorrio
Que te tenho sem te ter


É no silêncio da noite que te canto
O meu cansaço
Que não vês


É no silêncio da noite que te perco
Para não te encontrar na agitação do dia


É no silêncio da noite que te apago
A ti, a última vela que me alumia


segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Mais Formação Aqua

Formação Aqua de muita qualidade?
Aqui vai:


sábado, 15 de Novembro de 2008

Eu de birra

Pesam-me as pernas
Queixam-se os joelhos
A lombar reclama
Doi-me o corpo

A cabeça recusa-se a pensar
A mão não escreve
O trabalho não rende

Quero dormir
Uns dias, uma semana
No chão, no carro ou na cama!

(Só hoje, que fui professora durante 7 horas...)

domingo, 9 de Novembro de 2008

Saber nadar. O que é saber nadar? Quando posso dizer que sei nadar?


Em primeiro lugar, eu não sei dizer "quanto" preciso saber nadar para poder salvar-me a mim mesma ou a outrém. Parto do princípio de que quem apenas tem uma adaptação ao meio aquático rudimentar não consegue salvar-se ou salvar numa situação de acidente difícil.
Se um sujeito necessita de saber nadar mariposa para se salvar é uma questão irrelevante. O que me interessa é que o sujeito que nada mariposa tem um nível de desempenho superior na água (para aprender a nadar mariposa andou na natação um tempo considerável) e é esse desempenho superior que pode salvar a sua vida e a de outros.
Na minha opinião quanto mais habiliades um sujeito conseguir realizar no meio aquático (habilidades da natação pura, da sincronizada, dos saltos do polo, do simples exercício aquático), mais apto está a sobreviver nesse meio. Por isso, se quero que o meu aluno seja um sobrevivente de um acidente aquático vou-lhe ensinar o mais que possa sobre formas de deslocamento aquático (estilos, técnicas...).
Quando olho para um aluno pergunto-me: até onde o ensino? A resposta que me dou é sempre a mesma: tudo o que eu for capaz, mesmo que os pais me digam que só querem que o filho se "desenrasque" para o caso de cair "à piscina que temos lá em casa". E porquê tudo? Porque eu não sei se algum dia ele vai necessitar de uma competência aquática superior para se salvar ou para salvar alguém, se quererá ser um atleta de natação pura, sincronizada ou polo aquático, se vai querer fazer um curso superior de educação física, se vai querer fazer carreira na marinha, se, se, se, se... O lema mais importante é "não cortar pernas", apostar tudo no aluno, dar-lhe tudo pelo melhor. Mesmo que ele não venha a ser nadador de alta competição, mesmo que ele venha a ser um profisional qualquer de outra área que não o desporto aquático, mesmo que ele só venha a nadar como forma de "manutenção" ou de recereação, mesmo que ele só vá nadar porque o médico mandou, mesmo assim, só nadará se o seu nado for competente e lhe transmitir uma sensação agradável. Se for penoso e sofrido, um nado de "desenrasque", de pouco ou nada irá servir-lhe, seja em que circunstância for.
Por isso, nós, os profissionais das actividades aquáticas, só temos uma solução: ser profissionais de excelência para produzir alunos de excelência e com excelência capaz de ser aplicada naquilo que eles vierem a necessitar. É isso que eu tento todo os dias, com maiores e com os mais pequeninos que me passam pelas mãos.
Apenas mais um pormenor: se saber "desenracar-se" na água chegasse, então, os professores de natação não seriam necessários. Eu sempre me desenrasquei muito bem com os ensinamentos do meus avô, até ele decidir que estava na hora de eu ir aprender a nadar. Decisão sábia a sua, dado que, afinal, ele já me tinha ensinado a "nadar".
Saber nadar, para o leigo, significa não se afogar.
Saber nadar, para o profissional do desporto, significa ter uma competência aquática de nível superior em todas as disciplinas da água.

terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Aprender a nadar - o terrível salto de cabeça

























Vamos lá a ver o salto de cabeça, para fechar a adaptação ao meio aquático, pois está na hora de vançar para as técnicas.
Saltar de cabeça é, para alguns, uma grande "dor de cabeça", ou melhor, de barriga... O grande drama de quem vai saltar de cabeça a partir de um plano elevado é o famoso "chapão". Tenta-se uma e corre mal, tentam-se duas, corre pior. Depois, nunca mais se tenta.
O segredo do nsino do salto de cabeça está em não deixar o aluno vivenciar o "chapão", o que se consegue eliminando a fase de voo. Mas, vamos por partes...
Um salto e partida consiste em 4 acções a serem ensinadas: acção no bloco, voo, entrada e deslize.
Acção no bloco - (na competição inicia-se com um apito longo do juiz árbitro, que passa, de seguida, a partida para o juiz de partidas)
O aluno sobe para o bloco e prende os háluces (dedos grandes do pé) no bordo anterior do mesmo. Coloca as mãos entre os pés, agarrando, também com as mãos, a parte anterior do bloco. Puxa o bloco para si como se o quisesse arrancar (na competição, à voz de "aos seus lugares", dada pelo juiz de partida, fica imobilizado nesta posição).
Voo - (na competição inicia-se após o sinal sonoro de partida, dado pelo juiz de partidas)
O voo inicia-se com um desequilíbrio do corpo, em bloco, para a frente. Neste movimento o aluno armazena energia elástica que lhe vai servir de impulso para sair em voo. O voo realiza-se com o corpo completamente esticado e em posição hidrodinâmica). As mãos vão tocar a água em primeiro lugar e o mais longe possível.
No ensino, é exactamente o voo que se retira. O aluno deve entrar na água perto do bordo ou do bloco e "picando" para o fundo da piscina.
Entrada
A entrada na água dá-se com as mãos em primeiro lugar e pelo "buraco" aberto pelas mãos deve passar todo o corpo.
Claro que no ensino, se se retirou o voo, vai ser quase impossível fazer passar o corpo todo pelo mesmo ponto, a menos que a piscina seja suficientemente profunda.
Deslize
O aluno desliza, por fim, com o corpo em posição hidrodinâmica a uma altura de cerca de 50 cm da superfície. Após finalizar o deslize pode realizar pernadas alternadas ou simultâneas até aos 15m.
O aprendiz não consegue deslizes tão eficazes, claro!

Está feito! Agora é preciso partir para as técnicas. Começaremos pelo crol e pelo costas.
Até breve!