


Vamos lá a ver o salto de cabeça, para fechar a adaptação ao meio aquático, pois está na hora de vançar para as técnicas.
Saltar de cabeça é, para alguns, uma grande "dor de cabeça", ou melhor, de barriga... O grande drama de quem vai saltar de cabeça a partir de um plano elevado é o famoso "chapão". Tenta-se uma e corre mal, tentam-se duas, corre pior. Depois, nunca mais se tenta.
O segredo do nsino do salto de cabeça está em não deixar o aluno vivenciar o "chapão", o que se consegue eliminando a fase de voo. Mas, vamos por partes...
Um salto e partida consiste em 4 acções a serem ensinadas: acção no bloco, voo, entrada e deslize.
Acção no bloco - (na competição inicia-se com um apito longo do juiz árbitro, que passa, de seguida, a partida para o juiz de partidas)
O aluno sobe para o bloco e prende os
háluces (dedos grandes do pé) no bordo anterior do mesmo. Coloca as mãos entre os pés, agarrando, também com as mãos, a parte anterior do bloco. Puxa o bloco para si como se o quisesse arrancar (na competição, à voz de "aos seus lugares", dada pelo juiz de partida, fica imobilizado nesta posição).
Voo - (na competição inicia-se após o sinal sonoro de partida, dado pelo juiz de partidas)
O voo inicia-se com um desequilíbrio do corpo, em bloco, para a frente. Neste movimento o aluno armazena energia elástica que lhe vai servir de impulso para sair em voo. O voo realiza-se com o corpo completamente esticado e em posição hidrodinâmica). As mãos vão tocar a água em primeiro lugar e o mais longe possível.
No ensino, é exactamente o voo que se retira. O aluno deve entrar na água perto do bordo ou do bloco e "picando" para o fundo da piscina.
Entrada
A entrada na água dá-se com as mãos em primeiro lugar e pelo "buraco" aberto pelas mãos deve passar todo o corpo.
Claro que no ensino, se se retirou o voo, vai ser quase impossível fazer passar o corpo todo pelo mesmo ponto, a menos que a piscina seja suficientemente profunda.
Deslize
O aluno desliza, por fim, com o corpo em posição hidrodinâmica a uma altura de cerca de 50 cm da superfície. Após finalizar o deslize pode realizar pernadas alternadas ou simultâneas até aos 15m.
O aprendiz não consegue deslizes tão eficazes, claro!
Está feito! Agora é preciso partir para as técnicas. Começaremos pelo crol e pelo costas.
Até breve!