
Facto 1:
A obesidade está a atingir proporções alarmantes.
Facto 2:
Os índices de morbilidade e de mortalidade decorrentes de doenças relacionadas com a obesidade crescem assustadoramente.
Facto 3:
estão a ser desenvolvidas inúmeras campanhas de sensibilização para os perigos da obesidade.
Pró-facto 1:
A Fátima Lopes não está a fazer moda para para os 50% de Portugueses obesos. A moda devia contemplar os obesos que têm direito a sentir-se bem (vejam a partir dos 44 min). Isto foi afirmado pelo presidente da Associação de doentes Obesos e Ex-Obesos!!!
(O que está a dar é alimentar a cadeia da obesidade. Deve ser...)
Pró-facto 2:
Uma sande de queijo é bastante mais cara do que um croissant.
(Experiência própria)
17 comentários:
Menina vingativa! Prometo não me meter mais contigo!
Desculpe Susana, mas não entendi, oujulgo que não entendi, o sentido da sua conclusão?!! Acha ou não acha que deve haver preocupações de moda para pessoas mais gordas e até obesos? Acha que essa preocupação é, de algum modo, a negação do trabalho que se faz contra a obesidade?
Então, o gordo/a veste o que conseguir enfiar sem poder ter qualquer veleidade em termos de estética porque é gordo? Marginaliza-se? Ostraciza-se?
Não entendi bem. Se é esse o sentido, desde já lhe digo que discordo inteiramente e entendo bem as palavras do Presidente da ssociação de obesos e ex-obesos...
antónio: não sei se percebi... :))
donagata: eu explico. É claro que tem que haver roupa bonita e elegante para quem é mais gordo, particularmente para aqueles que não lhes resta outra opção serem mais gordinhos. Porque faz parte da sua genética. Agora, dizer à Fátima Lopes que ela não faz roupa para todos e que em Portugal já há mais de 50% de gordos e que ea devia ter isso em conta parece-me, de todo, a despropósito. A moda é algo que tem um padrão e um contexto próprios. As passereles não são nem para gordos, nem para gente com medidas "normais", como o comum dos mortais. Começar a ter gordos nas passereles seria alimentar os 50% de obesidade (para aí uns 40% por opção), por um lado, e matar a espectacularidade que caracteriza a moda, por outro. Já imaginou alguém a dizer à Gubenkian que cá no nosso país pelo menos 50% do povo dança, logo, há que começar a ter nos bailados não só bailarinos mas também outro povo mais comum. De loucos. Também entendo as palavras do presidente da associação, mas considero muito infeliz(e perigosa) a ideia de começarem a aparecer gordos nas passereles. Imagine a calamidade. Imagine as nossas meninas de liceu a terem argumentos de moda para continuarem nos seus big macs. É que o problema não é a gordura, as curvinhas rechonchudas, o problema é a SAÚDE!!! Não podemos, de forma alguma, começar a tolerar a obesidade e achar que gordura é formusura. É um risco de proporções calamitosas. A luta contra a obesidade com origem na má alimentação tem que ser, na minha opinião, absolutamente contundente. E mais lhe digo, no caso da obesidade infantil, os pais deviam ir directos para a cadeia por negligência. Há pais que matam os filhos a cada garfada. O famosíssimo e já falecido Emílio Peres, um dos mais notáveis nutricionistas Portugueses, dizia dessas crianças obesas: não se preocupem, isso é para morrer. E ninguém me contou isto. Tive o prazer de ter sido sua aluna de mestrado e ter sentido um aperto na bca do estômago ao ouvi-lo dize isto com a maior das descontrações. Algo que desmontou nas 2 horas seguintes da aula. Obesidade é crime ou suicidio, por isso, afastem-na das passereles. E não se confundam as coisas. Eu sempre fui magra e nunca fui modelo. Porque será? Bailarina também não embora goste do meu pézinho.
Sabe Susana, este meu comentário não deriva apenas do facto de eu ser gordinha (não por opção), mas sou, e achar que às pessoas como eu ( e não sofro de obesidade mórbida)restam poucas opções em termos de sentirem bem com aquilo que vestem. É importante para a auto-estima de cada um sentir-se bem. No meu caso funciona como um estímulo para me sentir ainda melhor e, portanto, fazer uma forcinha para perder mais uns quilitos, se conseguir. A verdade é que os gordos são ostracizados em muitas circunstâncias, sobretudo os psicologicamente mais frágeis que se deixam abater com mais facilidade. O aspecto da moda é uma delas. Não julgue que sou contra os programas de combate à obesidade que começa a ser uma ameaça muito séria sobretudo se atendermos o número de casos em constante crescimento em níveis etários muito baixos. Emílio Peres, que eu por acaso também conheci (e que por tal sinal era bem gordinho à data) tem toda a razão ao afirmar que são para morrer quando se refere a uma criança de 9,10, 11 anos com obesidade mórbida e poucos cuidados dos pais. É importante fazer-se um trabalho sério e rápido nesse sentido. Contudo, e continuo a referir-me à moda, temos também o aumento não menos preocupante dos casos de anorexia, de bulimia e outras perturbações alimentares, também gravíssimas, e que, na maioria dos casos resultam do estereotipo de mulher que nos entra diariamente pela casa dentro. Nas revistas, nos anúncios e, sobretudo, nos desfiles de moda...
Isso da obesidade é algo tão complexo, que mexe em tantas teclas, que me parece que um pouco de bom-senso e de algo que possa tornar essas pessoas mais felizes e, consequentemente, mais receptivas a iniciar um tratamento, a fazer exercício, ou seja, a cuidar da saúde, é sempre de agarrar e tem razão de ser. O estímulo é fundamental. E uma pessoa que não pode olhar para si pois o que veste é de um absurdo mau gosto embora o pudesse não ser, não se sente estimulada. Sente-se derrotada.
Concordo em absoluto com o que diz. Há, de facto, necessidade de criar roupa para os indivíuos com excesso de peso, roupa com que eles se sintam bem, principalmente aqueles que não são gordos por opção. Contudo, sou absolutamente contra que a moda passe a contar com gente mais gorda só porque a população está mais gorda, porque isso seria alimentar irremediavelmente o sistema. Tal como sou contra a moda com anoréticas nos desfiles (Espanha até já deu uma ajuda a este combate). Actualmente tenho visto tanta estupidez à volta da obesidade que temo tudo o que a possa normalizar. Esta história da obesidade faz-me lembrar um pouco o consumo de tabaco pela grávida. Primeiro foi quase crime, absolutamente proibido (e com legitimidade, porque as causas do tabagismo na gravidez são sobejamente conhecidas). Uma grávida fumadora era alvo dos maiores repúdios. Actualmente a grávida já pode fumar, porque a ansiedade da mãe faz muito mal ao bebé e ela não está para se sacrificar a deixar de fumar durante 9 meses. O seu filho não é motivação suficiente para inibir tudo o que possa interferir com a sua gestação (excepto o exercício, esse pára-se nos primeiros 3 meses porque é um factor abortivo!!). Por isso, agora, fumar na gravidez já é normal e compreensível!!! Eu diria que até é mesmo aconselhável!!! Com a obesidade estamos no mesmo caminho. Estamos a começar a desculpar os gordos por serem gordos e a arranjar-lhes lugar. Até aqui a obesidade foi basicamente doença, grave, que tal como muitas outras doenças, atacava apenas alguns. O ostracismo atacava (e ataca) todos os doentes, não só os obesos. Agora os obesos já são tantos que já começa a ser normal ser obeso -culpa dos médicos, tal como no caso das grávidas, que andam a perder a sanidade mental. Já viu onde vamos chegar? Já viu que vamos de deixar de ter pessoas com excesso de peso e obesos muito cuidadosos, preocupados e auto-regulados e vamos passar a ter um mundo de bolicaos ambulantes, cada qual a tentar morrer mais depresa do que o outro. Continuo a dizer que estamos em rota de colisão e já começamos a tapar os olhos com a areia que queremos que nos atirem. Todo este meu discurso se centra, que fique bem claro, nos que querem ser lobos e, por isso, lhe vestem a pele. Exclua deste discurso todos os que lutam dia a dia com a sua genética para não acabarem com o triplo do excesso de peso do qual não se conseguem livrar. Estes, digo-lhe, mereciam ser condecorados e estou certa que não precisam de desfiles de moda, apenas de roupa bonita com tamanhos grandes, a qual que, por sinal, até já existe no mercado. A referência, o padrão de beleza, quanto a mim tem que continuar a ser o sujeito magro, normalmente magro.
Acho que amanhã vamos ter tema para o almoço! ;)
A foto que te enviei não era para publicar! Ora!...
(Na verificação das palavras está burcat)
E depois de ter lido os teus comentários, zanguei-me contigo! Primeiro é a cunhada a querer-me por a subir montanhas, atenção que quando digo subir montanhas refiro-me a subi-las a pé, caminhando! Depois vens tu com uma foto minha não autorizada e todo este paleio! Amuei!
Excluindo crianças e pré-adolescentes que querem é comer todo o tipo de porcarias ainda sem sentirem muito (já as sentem) as consequência perversas de serem gordos, conheço muito pouca gente que o seja por opção. Penso que nem com as roupas mais bonitas do mundo se manteriam gordos se lhes fosse mais fácil serem menos gordos...
E até lhe digo mais; nem sempre os que melhor parecem lidar com o seu excesso de peso são os que estão mais imunes a momentos depressivos e a toda a panóplia de consequências psicológicas que a obesidade arrasta. São é mais astutos não se deixando revelar.
Vim só dizer olá, pois com os meus 53 kg acho que não devo entrar nesta discussão...
Bjs
antónio: ehehehe! Vamos lá a ter juizo!
Donagata: ser gordo está a começar a ser moda. Continuo a dizer que estamos em rota de colisão. Já vamos em 50% da população, isto em Portugal, porque nos States há estados inteiros onde ninguém tem peso normal. E com as consequências que refere (e que eu coneço muito bem), vamos ter cada vez mais doentes,´em sentido físico e psicológico. Essa é que é essa. Continuamos as duas a falar da mesma coisa. Aqui vai uma história:
Mãe com banda gástrica.
Filha com perfil genético da mãe. Tendência para engordar. Com excesso de peso, mas longe da obesidade.
Disse eu à mãe: não me parece grave. O sobrepeso dela é pereitamente controlável através da alimentação e do exercício.
Resposta da mãe: oh, nem me preocupo! Quando for grande ela põe uma banda gástrica e está feito.
Eu gelei, calei-me para sempre e choro por dentro aquela menina de 12 anos.
Quer mais histórias?
Tia cunhada: ninguém se pode afastar desta discussão.
Em tudo há responsáveis e irresponsáveis; pessoas com bom senso e outras absolutamente idiotas. Mas não é apenas no que concerne à obesidade. Tanto quanto eu sei, segundo os estudos mais recentes, fui informada aqui pela delegada de saúde da Maia, A Drª Helena que investe muito nesses programas, estamos até mais para os 60% de obesos do que para os 50%. Concordo inteiramente que é um gravíssimo problema de saúde. Só não posso concordar que tratá-los como pessoas, afagando-lhes um pouco a auto-estima seja uma forma de os institucionalizar. É uma forma unilateral de ver a coisa, na minha opinião. E, também na minha opinião, ostracizar, apontar com o dedo, desinvestir nessas pessoas (e não é em todas as doenças que isso acontece, felizmente)não é a melhor forma de obter resultados. Estes passarão sobretudo pela educação dos pais, no caso dos menores e pela motivação. Não se motiva ninguém através do reforço negativo. Sabe isso tão bem como eu. É dos livros...
Mas afinal quem é que falou em ostracizar? A única coisa que eu estou a dizer desde o início é que aquilo que não pode acontecer é simplesmente a normalização do ser gordo, isto é, o ser gordo passar a ser absolutamente normal. Por isso é que a Fátima Lopes não tem nada que começar a ter gordos nos desfiles, porque isso criaria um esteriótipo de beleza altamente perigoso, não esteticamente, mas do ponto de vista da SAÚDE. Será que ter modelos gordos motivaria as pessoas a serem menos gordas?Não ter modelos gordas é ostracizar os gordos?
O meu medo donagata, é a tendência actual das pessoas se tornarem cada vez mais idiotas em relação à obesidade. Os de bom senso são cada vez menos...
Não sei se me consigo fazer entender por escrito, porque tudo o que tem dito se enquadra com a minha opinião. A mensagem que quero deixar com o post é a de que não podemos nunca chegar a um estado de evolução da obesidade ao ponto de ser gordo significar ser normal. Os magros e os gordos não podem nunca deixar de querer ser magros (por favor agora não leve isto outra vez para o disturbios alimentares... falo do magro normal!), isto é que tem que ser a norma. Em prol da espécie humana.
Ó António, és assim tão peludo?
:-)
Não vou entrar nesta discussão interessante.
Embora pessoalmente não me possa queixar acho que com o peso dos anos tudo piora. Ou seja, à obesidade teremos de acrescentar o problema da OPESIDADE! ehehe
Mas reconheço que os esteriótipos de magreza são tão prejudiciais como outros que eventualmente se possam sedimentar.
Oh Susaninha e aqui para nós que ninguém nos ouve, a Fátima Lopes não faz roupa: alinhava bocadinhos de tecido eheheheh
beijinhos
:)))
Boa Miss Solarenga!
Mesmo a colecção de Inverno da Fátima Lopes cabe numa malinha de mão...
Bjs
os pançudos que nós "alimentamos" também entram nessas estatísticas?
miss solarenga: foi-lhe proposto exactamente que fizesse roupa para todos, particularmente que considerasse os mais gordinhos. É o mesmo que pedir ao Henzo para fazer outros carros, porque os mais pobres não podem comprar Ferraris. É a falta de lugar daquilo que lhe é proposto que torna a proposta ridícula. (e perigosa!)
tia: pois... mesmo para magros a roupa é um tanto... hum...
vício: esses pançudos também são muito pançudos, por isso às vezes têm uns sustos...
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