quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Para reflectir

Os olhos veem o que o coração quer sentir. Olhe com a razão. Comente. Afinal o verão está aí à porta. Que lhe parece tudo isto?

sábado, 23 de Maio de 2009

Acaba dia 31. CORRAM!


KVETCH - Queixas -
Todos nós vivemos sob a sombra de vários medos: da bomba - da doença - do desemprego - da impotência - das multas de estacionamento - dos brancos - dos negros - de perder cabelo - de engordar - do medo do medo, do medo da ansiedade, enfim, e de tantos outros medos; por isso esta peça é dedicada ao medo. Uma Co-produção Seiva Trupe com Teatro do Morcego - Galiza e Centro Dramático Galego.
Local: Teatro do Campo Alegre
Horário: terça a sábado, 21:45h; domingo, 16:00h
Município: Porto
Ficha Técnica: Autor: Steven Berkoff Direcção: Alvaro Lavín Cenografia/Figurinos: Carlos Alonso Desenho Luz: Octávio Mas Desenho Som: José Prata Música: Anxo GrañaElenco (Português): António Reis, Clara Nogueira, Jorge Vasques, Paulo Calatré Elenco (Galego): Celso Parada, Dorotea Bárcena, Miguel Pernas, Mónica Camaño, Raimundo Villalustre.
Promotor: Seiva Trupe - Teatro Vivo
Temática: Teatro
Início:
2009-05-09
Fim:
2009-05-31

sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Livro de curso III. Rio de lágrimas

Lembras-te do primeiro dia?
Do teu sorriso sem dente
De como tremias entre excitada e ansiosa?

Lembras-te de mim?
De ter estado lá, pertinho de ti
À espera que saísses sem mossas do teu primeiro momento?

Lembras-te do teu mano no carro?
De gritar pelo teu beijo
De chorar se não lho davas

Lembras-te dos quatro anos de caminho?
Das barreiras que tiveste que passar
E do nosso esforço para que não desistisses?

(e ela chorou, chorou e chorou agarrada a mim...)

Lembras-te agora do dia de ontem?
Do pai preocupado com o teu primeiro exame
Da mãe preocupada em aferir a tua ansiedade

Lembras-te?
Lembra-te tu, que num dia que aí há-de vir
Te pediremos que nos recordes, que nos mates as saudades de nós.


Quando entrastes eras pequenina, indefesa,
deixando apreensão e angústia sempre que partias.

Voltavas no fim do dia sorridente e confiante,
mais sabedora.

Agora que sais, estás menos pequenina e menos indefesa
e dás lugar ao outro menino que te acompanhou nestes anos.

O tempo é sempre crescente
e estando terminado este ciclo
logo outro começa.

Por ti e para ti não pares de surpreender com esse teu bonito crescimento!

A mãe, o pai e o mano


(e ela chorou, chorou e chorou agarrada a mim...)

Contigo tornei-me tia
Título que me faltava

E tive a sobrinha linda
Que há tanto tempo desejava

Tens um riso encantador
És simpática e graciosa
Como podemos resistir
A uma menina tão amorosa?

Tens os Pais como guardiões
A avó como cozinheira
E uma Madrinha babada
Que te amará a vida inteira

Tia ..... ( a tia velhinha...)

(ela sorriu)

quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Livro de curso II


Lembras-te do primeiro dia?
Do teu sorriso sem dente
De como tremias entre excitada e ansiosa?

Lembras-te de mim?
De ter estado lá, pertinho de ti
À espera que saísses sem mossas do teu primeiro momento?

Lembras-te do teu mano no carro?
De gritar pelo teu beijo
De chorar se não lho davas

Lembras-te dos quatro anos de caminho?
Das barreiras que tiveste que passar
E do nosso esforço para que não desistisses?

Lembras-te agora do dia de ontem?
Do pai preocupado com o teu primeiro exame
Da mãe preocupada em aferir a tua ansiedade

Lembras-te?
Lembra-te tu, que num dia que aí há-de vir
Te pediremos que nos recordes, que nos mates as saudades de nós.


A mãe, o pai e o mano

Livro de curso


A vida passou num momento
Breve, quase um pós despertar
Quando dei conta de ti
Já em metamorfose
Não mais me pude aguentar
Jovem, em luta com o teu brilho
Olhei-te então de frente
Perdida no teu luar
Risco de caminho traçado
Em chão suave ou empedrado
Que te ajudarei a pisar

Desafio da Donagata e do Daniel Santos


Sempre a mesma esta gatinha assanhada. E o Daniel, artista disfarçado. Eu aqui tão sogadinha...

Ora vamos lá. 15 séries que eu costumava ver (vai ser bonito com a minha memória de passarinho...).

1. Animação (só quando havia a pantera-cor-de-rosa, que quando aquilo virou para o esquisito foi deprimente...)
2. Espaço 1999 (Sábados, dia de banho e bifes em casa da avó!)
3. Aqueles miúdos espanhois e um pescador (sábados, só via a espreitar pelo postigo, que era dia de limpezas). Era qualquer coisa azul. Lembro-me do episódio em que a mais velha ficou com o período - um avanço para época, o período na TV!
4. Tops da música (consumia videoclips quando a minha mãe me deixava ligar a TV durante as limpezas, porque também era ao sábado).
5. TV rural, ao Domingo de manhã, para ficar com a cabeça deitada na barriga do meu pai.
6. Os filmes do Fred Astair ao Domingo à tarde em casa da avó.
7. A gabriela (não é série mas serve, não serve?). Não vi o espisódio da crucificação porque deu muito tarde e a minha mãe não deixou, embora eu espreitasse um bocadinho pelos cobertores.
8. A escrava Isaura também, certo?
9. A familia Belami. Não sei porque via aquilo e até me lembro de gostar...
10. Sim Sr. Ministro. Via por falta de opção. Odiava!
11.Os progamas do Herman: o estebes e os outros.
12. O parabéns do Herman também conta? É que foi aí que o matei...
13. A bota botilde. Se então soubesse...
14. Les uns et les autres. A professora de Francês queria que víssmos. A minha mãe dizia que dava tarde. Acho que vi um episódio. Devia ser TPC.
15. Acreditam que não me lembro de mais nada? É que não me sai nada... O House ainda não conta, pois não?
Ora vou desafiar:

terça-feira, 19 de Maio de 2009

Rodin. O pensador I

As minhas preocupações enquanto formadora na área do fitness aquático vão-se modificando à medida que vou observando os professores e notando as suas carências. De há uns dois anos para cá inculcou-se-me a preocupação com o doseamento da intensidade, o qual veio a desembocar na necessidade de planeamento.

Apercebi-me da dificuldade dos professores em dosear a intensidade do exercício da seguinte forma:

1. Quando em resposta à questão "Qual é a aula mais intensa, a realizada em águas razas ou a realizada em águas profundas?" os professores tentavam munir-se de argumentos e gladiavam opiniões ridículas que nada tinham a ver com a resposta simples, óbvia, por demais evidente, de que a intensidade da aula não depende do local onde é realizada e sim dos exercícios que o professor escolhe. Quem determina a intensidade da aula, com base no grupo de praticantes que tem na frente e no trabalho que tem vindo a desenvolver, é o professor. Se assim não fosse só poderiamos trabalhar com praticantes ideais em meios ideais. Não podíamos dar aulas a grávidas ou idosos, ou a sujeitos com patologias.

2. Quando ao avaliar candidatos a vagas para professores pedia, durante uma demonstração prática do seu trabalho, que fizessem um pico de intensidade e eles o tentavam começando a correr e a saltitar a um ritmo acelerado e sem terem a noção de que a intensidade não estava a aumentar.

Foi mais ou menos nesta fase que decidi começar a perguntar aos professores que métodos usavam para controlar a intensidade da aula e que comecei a ouvir um esteriótico de resposta que me é tambem familiar:

-"Uso o rubor facial, a frequência respiratória, a fala", "Nós somos professores experientes, olhamos para o alunos e vemos".

Eu contra-argumento estas respostas perguntando se ficamos satisfeitos apenas sabendo que o nosso aluno está pouco cansado, medianamente cansado ou muito cansado e ataco de seguida com a escala de Borg. O contacto teórico com a escala é duro, os ataques às minhas opiniões são mais que muitos (e desaparecem com a sessão prática, quando mostro por a+b que não disse mentiras) e o principal argumento contra são as turmas mistas. Como é que nós vamos definir um patamar de intensidade tendo jovens e menos jovens, bem e mal condicionados, grávidas e não grávidas, pessoas com condicionantes decorrentes de patologias e sujeitos normais, tudo na mesma aula?

É uma boa pergunta. Amanhã virá a resposta.

segunda-feira, 18 de Maio de 2009

A beleza da palavra


Fico sempre muito deprimida com aqueles textos que contêm não sei quantas palavras difíceis, daquelas que não conheço, e que me fazem perder o sentido do conteúdo. Não gosto de linguagem demasiado rebuscada. Não gosto do apelo à intelectualidade utilizando aqueles vocábulos aos quais parecemos dever reverência.

Mas às vezes quase não resisto a tanta intelectualidade.

pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose | s. f.
pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico | adj.

Vejam lá como eu sou esperta! Eu sei MESMO o que aquilo quer dizer. Só não sei se será a maior palavra do dicionário...

quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Ensaio para coisa séria...

O rapto. Cèzanne. 1867.
Sentei-me no chão com as pernas estendidas e cruzadas. Era quase fim de dia e o vento fazia esvoaçar ligeiramente os meus cabelos, uma brisa fresca que empurrava o calor da tarde e fazia despertar os sentidos até então ensopados em suor. O cenário era como que de um filme de cowboys. Talvez com Mexicanos. O olhar caía sobre a terra rudemente alisada e em frente, ao longe, avistava-se um monte aparentemente insondável. O corpo relaxava da agressão do calor, num apelo ao passeio antes de um banho tépido. Um ruído de crianças brincando...
- Dá-me isso!
- Mãeeeeee... a mana não me deixa brincar com a casa das Barbies!
- Tu estragaste tudo. Detruiste o que eu construi.
- Não estraguei nada! Mãe...
- Chega! O que é que se passa agora? Vocês não conseguem brincar sem se pegarem um com o outro? Ou páram já com isso ou eu atiro-me para o chão, estrebuxo e desato aos gritos! Aaaaaaaaaa...
- Isso mãe, atira-te para o chão!
- Mãe, grita mais!
- Saiam-me da frente que eu vou-vos comer... Yaaaaaaaaa... Vá meninos, toca a despachar que vamos sair.
- Onde vamos mãe?
- Vamos ao shopping, às compras.
- Yupiiiiiiiii!!!!!!
- Eu não quero ir às compras. Eu quero ficar em casa a brincar...
- Ficas sózinho?
- Não...
- Então anda, despacha-te. Calça as sapatilhas e vamos.
A Nova Era e a Cidade disputavam o podium no rádio do carro. A música da moda a ter em dia para as aulas de hidroginástica. As crianças sossegadas ao som das batidas fortes e do volume nos 40. Curioso. O cenário mexicano teimava em voltar. Sentei-me de novo à porta de casa, depois de ter ido buscar uma bebida fresca à cozinha. A brisa voltou a enrodilhar-se nos meus cabelos e os fluídos corporais pareceram voltar a correr. Como era tão bom descontrair no fim do dia...
- Paaaaaaaa... paaaaaaaa... Volta p'rá cozinha, ó parvalhona!
Vai-te f... antes parvalhona que trolha mal educado... no méxico, a mesma brisa, o mesmo relaxe.
- Meninos, chegamos!
-Mãe, o mano adormeceu!
- A mãe já o acorda! Com que então a fingir, meu malandro! Então meninos, qual é a regra?
- Não se sai da beira da mãe, nem que seja para ir ver uma coisa que está mesmo ao lado. Primeiro diz-se à mãe!
O méxico despareceu. A brisa cessou. O calor voltou a apertar.

quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Lembram-se do Consentimento Informado?


Olhem o que eu já descobri...


É... eu não gostei nada deste Consentimento Informado... particularmente porque desconheço o teor das questões...

terça-feira, 12 de Maio de 2009

Teste on-line



Vou fazer o meu primeiro teste on-line.
Sinto-me ultra moderna!
(e a nota sai na hora e não preciso de o corrigir)

Até se me solta a veia Aleixa!

Lá vai o professor Alonso
Com os testes por corrigir
Junta-te a mim colega
Tens mesmo que evoluir


E mai nada!

Consentimento informado

Esta semana, dia 11 de Maio, chegou-me, por mão da XX, uma folha A5, do género foleirosa, com o título Consentimento Informado. Começava assim: No âmbito do doutoramento em Psicologia Evolutiva... tal e tal... principal objectivo é elaborar um perfil de talentos a português e a matemática... tal e tal.
Solicito assim autorização para obter dados junto do/a seu/sua educando/a para a consecução deste estudo e para o enriquecimento dos resultados [enriquecer resultados? Assim tipo manipular resultados? Eu julgava que era para alargar o corpo de conhecimentos relativos ao assunto, mais vulgarmente designado como Estado da Arte, mas tudo bem... afinal é só para um doutoramento]. Todos os dados são absolutamente confidenciais.

Até aqui a coisa foi, até porque isto é só para um doutoramento (!). A frase seguinte é que me deixou em transe:

Devolva o destacável SÓ EM CASO DE NÃO AUTORIZAR.
Entregar ao/à director (a) de Turma até 4/05/09

Eu não devo ter lido bem, pois não?

quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Um recado de uma professora

Nota prévia: para quem anda a seguir a história do porco, do gato e da cobra pode ir ler o resto abaixo (a verde). Já acabei.

Limpeza de carteira. Dei com um recado que me chegou pela minha XX. Diz assim (transcrevo e corrijo):

Alteração do horário de atendimento aos Enc. De [de] Educação

No inicio [início] do ano lectivo ficou estabelecido que o dia de atendimento aos Encarregados de Educação seria feito na terceira semana de cada mês, à segunda-feira, das 16 às 17 horas.
Actualmente, ([vírgula?] não me será possível fazê-lo nesse dia, por me encontrar a dar as aulas de apoio ao estudo aos alunos que frequentam as AECs. Assim sendo, o referido horário, [vírgula?] fica agendado para as 16:35 de terça-feira, na terceira semana de cada mês.
Se os Encarregados de Educação, [se esta virgula está aqui, então...] por algum motivo [tinha que estar aqui outra!] não o poderem [puderem! Futuro condicional!!!!!] fazer neste horário, podê-lo-ão fazer em qualquer dia, devendo [eu punha aqui uma vírgula...] para isso, marcar a hora com dois dias de antecedência.

A Professora __________________ (Credo!)

É... esta não é dos meus estudantes do Ensino Superior...